domingo, 30 de outubro de 2011

DIDATICA - FERRAMENTA DO PROFESSOR

artigo
DIDÁTICA: ferramenta cotidiana do professor
DIDÁTICA: ferramenta cotidiana do professor
Didática é a Ferramenta cotidiana do professor.
A Didática Geral é uma ciência teórico-prática que pesquisa, experimenta e sugere formas de comportamento a serem adotadas no processo da instrução, com vistas à eficiência e eficácia da ação educativa.
A Didática é a ferramenta cotidiana do professor e, como tal, está em contínua evolução, razão porque os conteúdos deste curso destinam-se não só a reforçar os conceitos fundamentais dessa disciplina mas, sobretudo, aperfeiçoar e atualizar o professor pelo conhecimento de novas técnicas que possam vir a ser utilizadas em sala de aula.
Didática tem origem no idioma grego; provém de didaktiké significando a arte (maneira) de ensinar ou instruir. É uma ciência teórico-prática, que pesquisa e experimenta novas técnicas de ensino e sugere formas de comportamento a serem adotadas no processo da instrução. Correlaciona-se a outras, em especial à Psicologia, Sociologia, Filosofia e Biologia.
Como toda ciência, a Didática é aberta às novas descobertas que enriquecem o saber humano. Assim, a Didática contemporânea faz ver ao educador certos conceitos novos ou novas abordagens desses conceitos, por isso é sempre importante para o educador estar se reciclando, enriquecendo-se.
A instrução é um conjunto de eventos planejados pelo professor com o fim de iniciar, ativar e manter a aprendizagem.
A aprendizagem consiste em uma mudança no comportamento do aluno em face do processo da instrução e é o resultado desse processo que, para ser eficiente, precisa ser planejado.
O planejamento da instrução é um processo de tomada de decisões que visam à racionalização das atividades do professor e do aluno, na situação de ensino-aprendizagem. Este planejamento envolve, pelo menos, três fases: elaboração, execução e avaliação.
A fase de elaboração compreende quatro etapas: formulação dos objetivos, seleção dos conteúdos, seleção das estratégias e seleção das formas de avaliação da aprendizagem.
Na fase de execução, aplicam-se as estratégias instrucionais na situação de ensino-aprendizagem e, na fase de avaliação, verifica-se o atingimento ou o não-atingimento dos objetivos, de sorte a reelaborar o planejamento, caso isto seja necessário.
O planejamento da instrução é tarefa obrigatória do professor, que oferece maior segurança para o atingimento dos objetivos e verificação da qualidade e quantidade do ensino que está sendo orientado.
Aluno é o componente básico do processo de instrução, pois é ele quem aprende. Ao professor cabe a função de planejar o ensino, propiciando condições para que a aprendizagem se realize.
A aprendizagem é o resultado do processo da instrução e consiste em uma mudança no comportamento do aluno em face do processo de instrução.
Instrução, por sua vez, é um conjunto de eventos planejados para iniciar, ativar e manter a aprendizagem.

Prática de EnsinoDe todas as atividades da sociedade, o magistério foi a que mais sofreu deteriorações. O professor foi vítima da falta de compreensão, por parte das autoridades governamentais, do papel que desempenha na sociedade. Ensinar quer dizer guiar, estimular e orientar o processo de aprendizagem. A transmissão do ensino não pode ser conformista e acomodada. Deve ser um esforço pessoal e técnico, competente no seu trabalho específico. O ensino deve despertar o interesse pelo conhecimento e estimular o impulso natural de aprender.
O problema da formação do professor do Ensino Fundamental e Ensino Médio é da maior seriedade. Os professores das séries iniciais têm seus conhecimentos pedagógicos prejudicados porque os cursos de Pedagogia ( Art. 64 da Lei 9394/96 ) não são ministrados com a necessária profundidade e atualização. Com isso, o aprendizado ficou comprometido e a escola tornou-se passiva e enfadonha. As fontes de motivação dos alunos e dos professores foram aos poucos minguando.
A parte mais nobre e fundamental da educação, que é o contato direto e íntimo com a criança, foi desvalorizada. Não é menos verdade que os professores aceitaram com relativa passividade a degradação da qualidade do ensino, da sua renda e prestígio social, assim como não demonstraram interesse em desenvolver suas aptidões e capacidades. Por outro lado, o educador é sempre movido pelo ideal de servir.
Este artigo visa conscientizar o educador da grandeza de sua profissão para que atue como incentivador de idéias. Para o professor consciente de seu papel de protagonista no processo educacional, leva à reflexão sobre a importância de colocar suas habilidades em prol do aluno.
Este estudo surgiu da observação dos aspectos legais, da atuação como docente da Educação Básica e Universitário. A partir desta observação, constata-se que as deficiências do professor em sala de aula são múltiplas e refletindo sobre a atuação deste profissional procuramos literaturas pertinentes a metodologia e prática de ensino, tais como: decretos, leis, pareceres, resoluções, indicações, deliberações, livros didáticos e paradidáticos, revistas e jornais especializados, artigos, ensaios e materiais pedagógicos, bem como relatos de profissionais na área de educação, alunos e pais, que possibilitaram o entendimento e a reflexão na concepção deste trabalho. É um trabalho didático porque discute a postura do professor em sala de aula, explica uma metodologia e sugere atividades. A instrução não pode ser mecânica e arbitrária. É preciso que ajudemos a criança a encontrar significado no aprendizado. Sendo assim, o professor deve adotar procedimentos facilitadores da aprendizagem.
A aula expositiva tem sofrido sérias restrições como principal recurso da educação bancária: o professor - que é quem sabe - transmite o seu saber e o aluno - quem tem que aprender - recebe passivamente o conhecimento.
O professor consciente, que quer estabelecer um outro tipo de relação com o aluno, pode fazê-lo mesmo usando a técnica da aula expositiva. Muitos fatores podem auxiliar o professor a desenvolver a técnica de uma forma dinâmica, em que haja trocas de experiências entre todas as pessoas envolvidas: conhecimento da matéria, estímulo à atenção, linguagem didática, concretização das idéias e observação do aluno, portanto a aula expositiva pode ser enriquecedora e dinâmica desde que o professor conheça bem o conteúdo, consiga prender a atenção dos alunos, utilize a linguagem didática com todos os seus recursos, procure tornar as idéias concretas e, o mais importante, certifique-se de que os alunos estão aprendendo realmente - que é a proposta deste artigo.

(*) Nelson Valente)
Professor universitário, jornalista e escritor

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

CURRICULO

CURRÍCULO SILVIO SILVESTRE PEREIRA.
Possui graduação e Pedagogia pela Faculdade de Educação de Joinville ( 1998) Mestrado em Engenharia de Produção, “Mídia e Conhecimento” pela UFSC (2003). Pós-graduação em “Gestão da Informática na Educação” pela UFSC (1998). Especialização para Administração Escolar e Supervisão Escolar (Faculdade de Educação de Joinville) Licenciatura plena em Didática, Estágio Supervisionado, Fundamentos da Educação, Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio.

Dados Pessoais
Nome: SILVIO SILVESTRE PEREIRA
http://silvestressp.blogspot.com/
Nome em Citação Bibliográfica: Silvio S.P.
Endereço Profissional: EEB. Wanderley Junior
Rua: Otto Julio Mallina nº. 438
Bairro Ipiranga São José Santa Catarina Brasil
Fone: 0(048) 3034 7678 – 9993-2678

Sexo: Masculino

Formação acadêmica/Titulação
2002 - 2003 Mestrado em Engenharia de Produção
Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, Brasil.
Título: Novas Tecnologias e Práticas Docentes. Projetos nas salas informatizadas como alternativas para melhorar o aproveitamento dos computadores nas escolas públicas
Orientador: Francisco Antonio Pereira Fialho
Palavras-chave: Sala Informatizada, Projetos Educacionais.
Grande área: Educação / Área: Engenharia de Produção / Novas Tecnologias.
Setores de atividade: Educação.

1997 - 1998 Pós-Graduação em nível de Especialização, em
“GESTÃO DA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO”
Titulo: A Importância da Informática no Processo de Ensino Aprendizagem Escolar.
Coordenador: Ricardo Miranda Barcia
Local: Centro Tecnológico da UFSC.



1982 - 1985 Graduação – Curso de Pedagogia
Local: Faculdade de Educação de Joinville

Especialização: Administrador Escolar
Supervisor Escolar.

Habilitação: Didática;
Estágio Supervisionado;
Estrutura de Funcionamento da
Educação;
Fundamentos da Educação;
Ensino Fundamental;


Atuação Profissional
1985 - 1990 Didática / Estágio Supervisionado
Local: EEB. Nossa Senhora
Angelina – Santa Catarina

1990 – 1997 Administrador Escolar
Local: EEB Paulo Medeiros
Joinville – Santa Catarina

1997 - 2000 Multiplicador do Projeto PROINFO na região de Joinville e Municípios Vizinhos. “Capacitação dos professores para atuarem na Sala Informatizada.
2000 - 2005 Administrador Escolar
EEB Jurema Cavallazi
Florianópolis Santa Catarina
2005 - 2010 Administrador Escolar
Estágio Supervisionado
Local: EEB. Wanderley Junior
São José Santa Catarina


Artigos Completos publicados ou periódicos

1998
Importância da Informática no Processo de Ensino Aprendizagem Escolar
2003
Novas Tecnologias e Práticas Docentes
“Projetos nas Salas Informatizadas como Alternativa para Melhorar o Aproveitamento dos Computadores nas Escolas Publica”.

domingo, 24 de outubro de 2010

Contribuições

[Ano]

Organização de Silvio S. Pereira

[Digite o nome do autor]
Celso Oliveira





LÍNGUA PORTUGUESA

A invasão bárbara
A palavra “bárbaro” provém do grego antigo e significa “não
grego”. Era como os gregos designavam os estrangeiros e os povos cuja língua materna não era a sua.
Porém, foi no Império Romano que a expressão passou a ser usada com a conotação de “não-romano” ou “incivilizado”.
O preconceito em relação aos povos que não compartilhavam os mesmos hábitos e costumes é natural dos habitantes dos grandes centros econômicos, sociais e culturais. Atualmente, uma das acepções da expressão “bárbaro” equivale a não-civilizado, brutal ou cruel.No uso informal, “bárbaro” também qualifica pessoas ou coisas com atributos positivos: muito bonito, ótimo, muito
afável, compreensivo, uma idéia muito interessante, segundo
o dicionário Houaiss.Eu creio que ainda é uma questão civilizatória. Ou seja, omundo está em transformação. Tudo está se modificando deforma rápida. Não seria diferente no âmbito da educação.Uma fala importante do professor Gumercindo de Andrade,da rede pública de ensino, nos faz pensar. Ele diz, inspirado em Paulo Freire, que “o professor, hoje, não vai mais partir do pedagógico para o mundo real. Ele vai partir do mundo real para o pedagógico”. Isso significa que a escola começa se alimenta da inteligência coletiva que emerge da rede. Uma revolução não-televisionada que rompe os muros da educação.
Na verdade, essa barreira já foi destruída. “Os limites que separam nossas conversações parecem o Muro de Berlim hoje,mas eles realmente são apenas uma amargura. Nós sabe mosque eles cairão. Nós iremos trabalhar de ambos os lados para derrubá-los (...) As conversações em rede podem parecer confusas, podem soar confusas. Mas nós estamos nos organizando mais rápido que eles. Nós temos ferramentas melhores, novas idéias, nada de regras para nos fazer mais lentos”1. Independentemente de querermos ou não, a cultura de rede está rompendo as sólidas estruturas consertadas desde a modernidade. Não podemos mais explicar o mundo a partir da ótica cartesiana. Descartes não dá mais conta de atender à complexidade do caos. As relações em rede formam multidões que atuam sem controle central, na concretude de um outro paradigma. Ninguém sabe aonde essa transformação vai chegar. Mas sabemos que nada será como antes.Relembremos Pierre Levy: “ainda que as pessoas aprendam em suas experiências profissionais e sociais, ainda que a escola e a universidade estejam perdendo progressivamente seu
monopólio de criação e transmissão do conhecimento, os sistemas de ensino públicos podem ao menos dar-se por nova missão a de orientar os percursos individuais no saber e contribuir para o reconhecimento do conjunto de know-how das pessoas, inclusive os saberes não-acadêmicos. As ferramentas do ciberespaço permitem considerar amplos sistemas de testes automatizados acessíveis a todo o momento e redes de transação entre a oferta e emana de competência.Ao organizar a comunicação entrem pregadores, indivíduos e recursos de aprendizado de todas as ordens, as universidades do futuro estariam contribuindo para a animação de uma nova economia do conhecimento”. Esta é a hora de fomentar incertezas, pois incertezas trazem nas entrelinhas uma descoberta, a busca pelo aprendizado.Isso tudo é bárbaro! Somos estrangeiros no nosso próprio mundo. Imigrantes do conhecimento. Somos aqueles que atingem seus objetivos com trabalho e residência. E é certo que venceremos. Somos a invasão bárbara.
1 Manifesto Cluetrain
(Hernani Dimantas. Le Monde Diplomatique Brasil,
setembro de 2008, com adaptações.)

Behaviorismo
Construtivismo
Teoria de Piaget
As Neurociências
Teoria das Inteligências Múltiplas
Os Estilos de Aprendizagem
A dominância cerebral
A Aprendizagem Consciente
A inteligência Artificial
A Aprendizagem das Espécies
Aprendizagem e Meta-Aprendizagem


BEHAVIORISMO

("Teóricos do Comportamento" Definição
Teoria da aprendizagem (humana e animal) que se centra apenas nos "comportamentos objetivamente observáveis" negligenciando as actividades mentais... A aprendizagem é simplesmente definida como a aquisição de um novo comportamento.
• Princípios do Behaviorismo
A forma mais simples de aprendizagem é a habituação, isto é, a diminuição da tendência para responder aos estímulos que, após uma exposição repetida, se tornaram familiar. O organismo aprende que já encontrou um dado estímulo numa situação anterior.
O "condicionamento" é um processo universal de aprendizagem:
1) Condicionamento clássico : engloba o reflexo natural de resposta a um estímulo.
2) Condicionamento instrumental (operante) : que envolve o reforço da resposta ao estímulo.
a) Não leva em conta algumas capacidades intelectuais das espécies superiores;
b) Não explica alguns tipos de aprendizagem , como por exemplo o reconhecimento de padrões de fala diferentes detectados em bebês que não tinham sido antes reforçados para tal;
c) Não explicam alguns dados conhecidos de adaptação, por parte de alguns animais, dos seus comportamentos (previamente reforçados ) em novos contextos...

O CONSTRUTIVISMO

Definição:
Teoria da Aprendizagem que parte do pressuposto de que todos nós construímos a nossa própria concepção do mundo em que vivemos a partir da reflexão sobre as nossas próprias experiências.
Cada um de nós utiliza "regras" e "modelos mentais" próprios (que geramos no processo de reflexão sobre a nossa experiência pessoal), consistindo a aprendizagem no ajustamento desses "modelos" a fim de poderem "acomodar" as novas experiências...
• Princípios do Construtivismo
1) A Aprendizagem é uma constante procura do significado das coisas. A Aprendizagem deve pois começar pelos acontecimentos em que os alunos estão envolvidos e cujo significado procuram construir...
2) A construção do significado requer não só a compreensão da "globalidade" como das "partes" que a constituem. As "partes" devem ser compreendidas como integradas no "contexto" das "globalidades". O processo de aprendizagem deve portanto centrar-se nos "conceitos primários" e não nos "fatos isolados".
3) Para se poder ensinar bem é necessário conhecer os modelos mentais que os alunos utilizam na compreensão do mundo que os rodeia e os pressupostos que suportam esses modelos.
4) Aprender é construir o seu próprio significado e não o encontrar as "respostas certas" dadas por alguém.
(Jackeline e Martin BROOKS : "The Case for Construtivista Classrooms)

A PERSPECTIVA DESENVOLVIMENTALISTA DE PIAGET

.Definição
Modelo que se baseia na idéia de que a criança, no seu desenvolvimento, constrói estruturas cognitivas sofisticadas - que vão dos poucos e primitivos reflexos do recém-nascido até às mais complexas atividades mentais do jovem adulto. De acordo com Piaget, a estrutura cognitiva é um "mapa" mental interno, um "esquema" ou uma "rede" de conceitos construídos pelo indivíduo para compreender e responder às experiências que decorrem dentro do seu meio envolvente.
Princípios
A teoria de Piaget identifica quatro estádios de desenvolvimento e um conjunto de processos através dos quais acriança progride de um estádio a outro:
1) Estádio Sensório-Motor ( do nascimento aos 2 anos) - a criança, através de uma interação física com o seu meio, constrói um conjunto de "esquemas de ação" que lhe permitem compreender a realidade e a forma como esta funciona.Acriança desenvolve o conceito de permanência do objecto, constrói alguns esquemas sensório-motores coordenados e é capaz de fazer imitações genuínas (adquirindo representações mentais cada vez mais complexas);
2) Estádio Pré-Operatório (2 - 6 anos) - a criança é competente ao nível do pensamento representativo mas carece de operações mentais que ordenem e organizem esse pensamento. Sendo egocêntrica e com um pensamento não reversível, a criança não é ainda capaz, por exemplo de conservar o número e a quantidade.
3) Operações Concretas (7 - 11 anos) - conforma a experiência física e concreta se vai acumulando, a criança começa a conceptualizar, criando "estruturas lógicas" para a explicação das suas experiências mas ainda sem abstração.
4) Operações Formais (11- 15 anos) - Como resultado da estruturação progressiva do estádio anterior a criança atinge o raciocínio abstrato, conceptual, conseguindo ter em conta as hipóteses possíveis e sendo capaz de pensar cientificamente.

A perspectiva das NEUROCIÊNCIAS

Definição
As neurociências dedicam-se ao estudo do sistema nervoso humano, ao estudo do cérebro e das bases biológicas da consciência, da percepção, da memória e da aprendizagem.
Princípios
* O sistema nervoso e o cérebro são as bases físicas/biológicas do nosso processo de aprendizagem,o suporte material do funcionamento intelectual
* O suporte material do funcionamento intelectual, surge como um órgão composto por três cérebros: o arqueocortex (cérebro "réptil", que data de há 250 milhões de anos), que controla as funções básicas sensório-motoras, assegurando as relações com o meio e a adaptação; o paleocortex (cérebro "límbico", que data dos "mamíferos", há 150 milhões de anos), que controla as emoções elementares (medo, fome, ...), o instinto genésico (relativo à procriação), a memória, o olfato e outros instintos básicos; o "neocortex" (que data dos novos mamíferos de há algumas centenas de milhares de anos), que representa cerca de 85% da massa cerebral e que controla a cognição, o raciocínio a linguagem e a inteligência.
* O cérebro não é um computador - A estrutura das conexões neuronais no cérebro é livre, flexível, "como que uma teia", sobreposta e redundante. Para um sistema como este é impossível funcionar como qualquer computador de processamento linear ou paralelo. A melhor descrição do cérebro será vê-lo como "um sistema auto-regulável".
* O cérebro altera-se com o uso através de toda a vida. A concentração mental e o esforço alteram a estrutura física do cérebro.
* Os neurônios (células nervosas), conectados entre si através das "dendrites", são cerca de 100 bilhões e podem ter entre 1 e 10 000 sinapses cada um. A complexidade das conexões possíveis é incalculável e o próprio padrão das conexões sinápticas pode alterar-se com o uso do cérebro, isto é, após uma conexão sináptica estabelece-se um padrão que faz com que essa mesma conexão seja mais fácil numa próxima vez (resultando mesmo numa alteração física da sinapse), como acontece por exemplo no campo da memória.

AS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS
(Howard Gardner)

• Definição
Teoria desenvolvida por Gardner que sugere a existência de pelo menos 7 inteligências distintas, isto é, de 7 distintas maneiras de perceber e "conhecer" o mundo e de as pessoas resolverem os problemas que lhes surgem, correspondendo de alguma forma a 7 estilos de aprendizagem.
Princípios
Gardner define "Inteligência" como um conjunto de competências que:
é autônomo das outras capacidades humanas;
tem um núcleo base de operações de "processamento de informação";
tem uma história diferenciada de desenvolvimento (estádios de desenvolvimento por que todas as pessoas passam);
tem raízes prováveis na evolução filogenética; e
pode ser codificada num sistema de símbolos .
As sete inteligências identificadas por Gardner são:
Verbal / Linguística - A habilidade para "brincar com as palavras", contar histórias, ler e escrever. A pessoa com este estilo de aprendizagem tem facilidade em recordar nomes, lugares, datas e coisas semelhantes;
Lógica / Matemática - A capacidade para "brincar com as questões", para o raciocínio e pensamento indutivo e dedutivo, para o uso de números e resolução de problemas matemáticos e lógicos;
Visual / Espacial - Habilidade para visualizar objetos e dimensões espaciais, para criar "imagens" internas. Este tipo de pessoas adoram desenhar, pintar, visitar exposições, visualizar slides, videos e filmes...
Somato-Quinestésica - Conhecimento do corpo e habilidade para controlar os movimentos corporais. As pessoas com este "tipo de inteligência" movem-se enquanto falam, usam o corpo para expressar as suas idéias, gostam de dançar, de praticar desportos e outras atividades motoras.
Musical - Rítmica - Habilidade para reconhecer sons e ritmos; trata-se de pessoas que gostam de ouvir música, de cantar e até de tocar algum instrumento musical.
Interpessoal - Capacidade de relacionamento interpessoal. São pessoas que estão sempre rodeadas de amigos e gostam de conviver.
Intrapessoal - Auto-reflexão, metacognição e consciência das realidades espirituais. São pessoas que preferem "estar sós" e pouco dadas a convívios.
(Gardner - Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences)

OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM

.Definição
Teoria da Aprendizagem que parte da ideia de que os indivíduos têm diferentes maneiras de "perceber" e de "processar a informação" o que implica diferenças nos seus processos de aprendizagem.
Princípios
O conceito de "estilos de aprendizagem" tem a sua raíz na Psicologia, especialmente na classificação dos "tipos psicológicos" (C. Jung).
Das interações entre os dados genéticos do indivíduo e as exigências do meio resultam diferentes formas de recolher e processar a informação, podendo apontar-se os seguintes tipos:
Relativamente à Recolha da Informação :
Os Concretos - recolhem a informação através da experiência direta, fazendo e agindo, percebendo e sentindo;
Os Abstratos - Recolhem a informação através da análise e observação, pensando...
Relativamente ao Processamento da Informação :
Os Ativo - Fazem imediatamente qualquer coisa com a informação que recolheram da experiência;
Os Reflexivos - Após a recolha de novas informações pensam nelas e refletem sobre o assunto.
(McCarthy - Teaching to Learning Styles with Right/Left Mode Techniques)

CÉREBRO DIREITO / CÉREBRO ESQUERDO

Definição
Uma teoria acerca da estrutura e funções do cérebro que sugere que:
a) os diferentes hemisférios cerebrais controlam diferentes "modos" de pensar;
b) todos nós temos uma preferência por um ou outro desses modos.
Princípios
A investigação tem demonstrado que os dois lados (hemisférios) do cérebro são responsáveis por diferentes modos de pensamento admitindo-se que, em geral, essa divisão implica:

Hemisfério Esquerdo Hemisfério Direito
Lógico Aleatório
Seqüencial Holístico (simultâneo)
Racional Intuitivo
Analítico Sintético
Objetivo Subjetivo
Percebe o pormenor Percebe a forma
A maioria dos indivíduos tem uma preferência por um destes estilos de pensamento; no entanto, algumas pessoas são adeptas dos dois estilos (ambidextras). Em geral a Escola tende a valorizar o modo de pensar do hemisfério esquerdo (que enfatiza o pensamento lógico e a análise) em detrimento do modo característico do hemisfério direito (que é mais adequado para as artes, os sentimentos e a criatividade).
(Bernie McCarthy - Teaching to Learning Styles with Right/Left Mode Techniques)


A APRENDIZAGEM CONSCIENTE"

De acordo com os resultados dos estudos experimentais em pedagogia podemos definir sete estádios de aprendizagem humana ao longo de toda a vida ...
Primeiro Estádio: Aprendizagem de sinais em função de estímulos-respostas, quer vegetativos, quer involuntários;
Segundo Estádio: Aprendizagem das relações estímulos-respostas musculares ou voluntárias;
Terceiro Estádio: Aprendizagem de cadeias mentais ou verbais;
Quarto Estádio: Aprendizagem de uma discriminação múltipla, isto é, escolha voluntária entre várias respostas em função de um estímulo dado;
Quinto Estádio: Aprendizagem de um conceito, isto é, escolha entre várias respostas em função de vários estímulos;
Sexto Estádio: Aprendizagem de um princípio, isto é, combinação de conceitos que conduzem ao conhecimento, no quadro de um contexto.
Sétimo Estádio: Aprendizagem da resolução de um problema, isto é, reflexão tendo em conta o meio.
"É preciso insistir no fato de os processos de aprendizagem serem baseados no sistema de comunicação entre o cérebro e o meio, por intermédio do corpo."
(Daniel Dubois (1994): "O Labirinto da Inteligência. Da Inteligência Natural à Inteligência Fractal"; Lisboa: Instituto Piaget; pg 38)

Aprendizagem e Inteligência Artificial - Alguns Conceitos ...
Daniel Dubois ( engenheiro civil / cibernética)
"A inteligência é como um prisma de numerosas faces. Não se trata de uma qualidade própria das condutas humanas, mas sim de uma função auto-organizadora de comportamentos que se desenvolvem e evoluem. O cérebro humano não é o único suporte da inteligência: qualquer outro sistema, quer seja natural ou artificial, pode engendrar comportamentos inteligentes... O objetivo de um sistema inteligente é reconstruir a (ou as) melhor(es) representação (ões) do seu meio e de si próprio, a fim de adquirir o máximo de autonomia e de ser o menos possível sensível às flutuações do meio. Para atingir este objetivo, ele desenvolve a atividade de aprender e de auto-aprender.
A APRENDIZAGEM é, precisamente, o processo que permite a criação de novas representações. Pode ser "inculcada", no sentido em que estas novas representações são propostas aos sistemas inteligentes, que as assimilam. A auto-aprendizagem é o processo pelo qual o sistema inteligente cria, por si próprio, novas representações... O cérebro humano parece ser o único sistema inteligente dotado daquilo a que chamamos a meta-aprendizagem [aprendizagem da aprendizagem - que pode ser "inculcada sob a forma de regras/instruções] e a meta-auto-aprendizagem [reflexão do sistema sobre os seus próprios métodos de auto-aprendizagem - que se assemelha ao fenômeno da consciência]" (O labirinto da Inteligência, pp. 15-17)
Georges Vignaux ( neuropsicologia)
"... qualquer aprendizagem num sistema ou num ser vivo manifestar-se-á pela aquisição de uma ou mais propriedades que não são inatas neste sistema ou neste ser ..." ( As ciências cognitivas ; pp.135)

O MODELO DE APRENDIZAGEM BASEADO EM REGRAS

( Segundo Daniel Dubois)
Idéias principais:
"Os patrimónios genéticos dos seres vivos são mais ricos em regras de aprendizagem do que em informações" [... os ratos (como demonstrou Tolman) constroem mapas mentais do seu espaço familiar; as abelhas dispõem de mapas mentais estabelecidos no decurso de uma fase instintiva de reconhecimento do território; experiências com pombos sugerem que eles têm uma capacidade inata de generalização de certos conceitos ...]
Muitos animais, como parecem provar as investigações feitas no domínio das neurociências, estão mais particularmente aptos em certos domínios favorecidos pela seleção natural e são particularmente "estúpidos" ou inaptos no que toca às aprendizagens que não têm que ver com o seu estilo de vida.
No entanto, " O cérebro humano, para além da sua capacidade de memorizar e de tratar conhecimentos, teria a possibilidade de memorizar e tratar regras de aprendizagem por meta-aprendizagem, que é, ela própria, constituída pela memorização de meta-regras adquiridas e/ou inatas."
"Através da auto-aprendizagem, o cérebro humano teria, além da sua capacidade de memorizar e de tratar os conhecimentos descobertos em si próprio ou adquiridos automaticamente no exterior, a possibilidade de memorizar e de tratar auto-regras de aprendizagem, através de meta-auto-regras adquiridas e/ou inatas".
"Este último tipo de aprendizagem implica decisões "conscientes" no momento ... tendo como conseqüência o enfraquecimento da ação do instinto sobre o homem".
"Esta aprendizagem refletida ...é uma componente essencial da inteligência humana"
Embora a estrutura e a função dos neurônios sejam idênticas em todos os seres vivos (animais e humanos), a organização dos fluxos de informação neuronais é própria de cada espécie ... O próprio processo de aprendizagem tem, portanto, uma parte de inato e uma parte de adquirido ...

OS MOMENTOS DA APRENDIZAGEM

(Segundo Daniel Dubois)
A aprendizagem envolve quatro tipos de conceitos:
A aprendizagem propriamente dita - processo através do qual se criam novas representações - que pode ser inculcada, no sentido em que representações já prontas podem ser propostas aos sistemas inteligentes, que as assimilam;
A auto-aprendizagem - processo através do qual os próprios sistemas inteligentes criam novas representações;
A meta-aprendizagem - processo que se refere à aprendizagem da própria aprendizagem - que pode ser inculcada sob a forma de regras que orientam, guiam ou canalizam o processo de aprendizagem;
A meta-auto-aprendizagem - processo referente à reflexão do sistema inteligente sobre os seus métodos de auto-aprendizagem. Neste aspecto, a meta-auto-aprendizagem assemelha-se à Consciência

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

SOLICITAÇÃO PARA REALAIZAR ESTÁGIO

AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DOS ESTÁGIOS:



De: EEB. Wanderley Junior
Para: Centro de Educação Infantil Renascer.
São José SC.


Em cumprimento à Lei 6.494 de 07/12/1977, vimos através do presente solicitar AUTORIZAÇÃO para aluna: __________________________________
Matriculada no 4º ano do Magistério, período noturno, na EEB Wanderley Junior neste município, para que possa realizar seu Estágio Curricular, EXENTO DE REMUNERAÇÃO nesta Instituição.
Na certeza de podermos contar com sua colaboração, antecipamos nossos agradecimento.





Atenciosamente:





Professor responsável.




São José, agosto de2009

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ficha de Avaliação

FICHA DE AVALIAÇÃO DO ESTAGIÁRIO

Nome do estagiário ..................................................................................................................................
Curso: ......................................................................................................................................................

Nome da Escola ou CEI: ..........................................................................................................................
Endereço: ................................................................................................................................................
Cidade: ...............................................................CEP:......................................Fone: .............................

Período de estágio: ..................................................................................................................................
Prof. Supervisor.........................................................................................................................................


01. AVALIAÇÕES:
OBS: Atribuir os Conceitos: Ótimo (O); Bom (B); Regular ( R) e Deficiente (D) a cada aspecto analisado.

1ª AVALIAÇÃO:
ASPECTOS TÉCNICOS PROFISSIONAIS CONCEITO
a) Rendimentos no estágio (qualidade, rapidez, precisão com os quais executa as tarefas constantes no planejamento).
b) Nível de conhecimentos teóricos (conhecimentos demonstrados no cumprimento das tarefas.)
d) Organização e método de trabalho (uso de meios racionais na confecção dos trabalhos)
e) Iniciativa e independência (capacidade de buscar participação dos alunos)

3ª AVALIAÇÃO:

ASPECTOS ATITUDINAIS CONCEITO
a) Assiduidade ( constância, pontualidade e cumprimento das tarefas)
b) Disciplina (respeito as normas regulamentares)
c) Sociabilidade e desembaraço (facilidade e espontaneidade no desenvolvimento das tarefas.)
d) Cooperação (atuação junto a outras pessoas no sentido de contribuir para as tarefas desenvolvidas no decorrer dos trabalhos)
e) Responsabilidade (capacidade de cuidar e de responder pelas atribuições, atribuidas)

04. Com base na avaliação dos itens anteriores, a (o) estagiária (o) preenche os requisitos técnicos da profissão? ( ) SIM ( ) NÃO

Por quê?
_____________________________________________________________________________________



__________________, ____de_____________ de 2010___




___________________________________________________
Carimbo e assinatura do professor de sala de aula.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Projeto de Estágio Supervisionado/2009

EEB. WANDERLEY JUNIOR




PLANEJAMENTO/2009




ESTÁGIO SUPERVISIONADO





PROF. RESPONSAVÉL: SILVIO SILVESTRTE PEREIRA


São José SC.

1 – Concepção e base legal

O estágio curricular supervisionado é um momento de formação profissional do futuro educador, seja pelo exercício in loco em instituições educacionais ou outros ambientes próprios de atividades educativas, sob a responsabilidade de um profissional já habilitado.
O estágio é obrigatório para a obtenção da formação, assim como, para o exercício do magistério no contexto da Educação Básica: Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.
O estágio é um modo especial de formação teórico-prática que ocorre em instituições educacionais onde o estagiário assume efetivamente o papel de observador e professor bem, como realiza outras atividades do cotidiano educativo previstas no projeto pedagógico, desenvolvendo suas competências por um período de 180 horas.

2 - Objetivos

2.1 - Geral
Garantir ao futuro formando conhecimentos em interação com a realidade educativa a fim de prepará-lo para o exercício profissional.
2.2 - Específicos
• Acompanhar e refletir sobre aspectos e/ou concepções presentes no cotidiano da gestão educativa em todas as suas dimensões.
• Observar e exercer as competências exigidas na prática profissional relativas ao contexto da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
• Exercer a docência e outras atividades do Projeto Pedagógico em instituições campos de estágio.

3 - Competências e habilidades a serem desenvolvidas

Tendo a clareza de que o aluno(a) do Magistério, no estágio supervisionado, deve desenvolver atividades docentes e de gestão de processos educativos, algumas questões são essenciais como, por exemplo, o constante exercício de teorização da prática educativa. Neste sentido, para atingir o perfil do licenciado em Pedagogia expresso no Projeto Pedagógico do Curso, durante a realização do estágio supervisionado o aluno terá a oportunidade de desenvolver competências e habilidades para:
1. Entender o fazer pedagógico como exercício de pesquisa;
2. Desenvolver a capacidade de observação;
3. Observar e registrar a própria prática educativa;
4. Desenvolver a capacidade para o trabalho interdisciplinar;
5. Apropriar-se dos conceitos essenciais/conteúdos a serem trabalhados com educandos, em todas as áreas do conhecimento;
6. Planejar, executar e avaliar suas ações pedagógicas cotidianamente;
7. Compreender e intervir no processo de alfabetização e letramento;
8. Fazer intervenções pedagógicas que garantam o aprendizado dos educandos;
9. Construir e implementar o PP da instituição educacional como norteador do processo educativo;
10. Realizar avaliação processual e diagnóstica.

4 – Carga horária

O Estágio Supervisionado da 4 série do magistério será realizado em duas fases ( disciplinas), num total de 180h. horas, a saber:
• Estágio Supervisionado em Educação Infantil ( 80h).
• Estágio Supervisionado em Séries Iniciais(80h).
Observa-se ainda que, de acordo com a legislação vigente, mesmo com experiência profissional, o aluno não poderá ser dispensado de nenhum dos estágios.

5 – Disciplinas

5.1 Estágio Supervisionado - Educação Infantil
No desenvolvimento dessa disciplina o aluno vivenciará o dia-a-dia de uma instituição de educação infantil, por meio de atividades de observação em uma turma específica, de observação do funcionamento da instituição e de entrevistas com docentes. Todas essas ações serão realizadas em conjunto com estudos teóricos dirigidos à disciplina.
5.2. Estágio Supervisionado – Séries Iniciais
No desenvolvimento dessa disciplina o aluno conhecerá o dia-a-dia de uma instituição de ensino fundamental, por meio do acompanhamento do funcionamento da instituição e de observação de aulas em uma turma do 1º, 2º , 3º e 4º anos. Além disso, o aluno e realizará intervenções conforme o projeto de estágio e anexo nessas mesmas turmas e também o relatório de estágio. Todas essas ações serão realizadas em conjunto com estudos teóricos dirigidos à disciplina.
5.3. Campos de estágio
A indicação da instituição educativa onde será realizado o estágio é de responsabilidade do professor. Caso o aluno queira estagiar na instituição onde trabalha, poderá fazê-lo, desde que não seja sua própria turma e haja um documento de estágio firmado entre a escola e o estagiário, estabelecendo os compromissos mútuos em acordo com as normas gerais conferidas por lei.
A instituição educativa candidata a campo de estágio deverá ter as instalações e sua adequação à formação cultural e profissional do educando avaliadas pela EEB Wanderley Junior.
Além disso, as instituições acolhedoras dos estagiários terão, além da carta de apresentação, receberão, periodicamente, visitas do professor responsável pelo estágio para compartilhar idéias e verificar o atendimento aos objetivos do estágio.
5.4. Campos de estágio
A indicação da instituição educativa onde será realizado o estágio é de responsabilidade do professor. Caso o aluno queira estagiar na instituição onde trabalha, poderá fazê-lo, desde que não seja sua própria turma e haja um documento de estágio firmado entre a escola e o estagiário, estabelecendo os compromissos mútuos em acordo com as normas gerais conferidas por lei.
A instituição educativa candidata a campo de estágio deverá ter as instalações e sua adequação à formação cultural e profissional do educando avaliadas pela EEB Wanderley Junior.
Além disso, as instituições acolhedoras dos estagiários terão, além da carta de apresentação, receberão, periodicamente, visitas do professor responsável pelo estágio para compartilhar idéias e verificar o atendimento aos objetivos do estágio.
5.5. Orientação e avaliação
As orientações e a avaliações do estágio estão alicerçadas num compromisso mútuo entre o professor orientador e estagiário. O professor orientador de estágio e o estagiário manterão contato constante no locais aceitos e programados de forma previamente programada e organizada. Para garantir o alcance dos objetivos do estágio supervisionado, ambos devem cumprir todas as atribuições previstas neste projeto.
A avaliação final do estagiário será expressa em nota emitida pelo professor de estágio, respeitando o regimento geral da EEB Wanderley Junior, e a resolução de avaliação específica do Curso, baseando-se em todas as atividades desenvolvidas pelo aluno, descritas por meio de relatórios parciais e finais e demais instrumentos de acompanhamento.
5.6. Atribuições do estagiário
• elaborar o plano de atividades de estágio curricular e o plano de estágio detalhado, em parceria com o professor de estágio e sob o acompanhamento do professor de cada disciplina;
• desenvolver, com ética e responsabilidade, todas as atividades previstas no plano de estágio;
• comparecer no local de estágio, pontualmente, nos dias e horários estipulados;
• cumprir a carga horária pré-estabelecida;
• respeitar as diretrizes do projeto pedagógico das instituições de ensino que o acolhem como estagiário;
• elaborar os relatórios parciais e finais de estágio e enviá-los ao professor de estágio nas datas previstas;
• providenciar o preenchimento de todos os formulários solicitados pelo professor e coordenador de estágio;
• comunicar ao professor todos os imprevistos que possam gerar um replanejamento do estágio;
• solicitar orientação ao professor para a resolução de problemas ou dúvidas surgidas no decorrer do estágio;
• aceitar as sugestões pertinentes oriundas dos professores e dirigentes da instituição campo de estágio;
• zelar pelo bom nome da EEB Wanderley Junior e da instituição que o acolhe como estagiário.
5.7. Atribuições do orientador de estágio
• Elaborar e divulgar os critérios de avaliação da disciplina e a programação dos encontros com os alunos;
• acompanhar o estagiário por meio de relatórios e contatos pessoais, inclusive com a instituição campo de estágio;
• conhecer o plano de atividades de estágio curricular do estagiário;
• orientar o estagiário na elaboração do seu plano de estágio detalhado;
• supervisionar e acompanhar o desenvolvimento de todas as atividades do estagiário definidas no plano de estágio;
• orientar a elaboração dos relatórios de estágio;
• orientar o estagiário na resolução de problemas surgidos no decorrer do estágio;
• acompanhar e orientar os estagiários nos encontros pessoais ou virtuais;
• preencher todos os formulários de acompanhamento solicitados pela coordenação do Curso e de estágio;
• avaliar o estagiário e encaminhar os resultados finais para a coordenação do Curso.

6. Anexos:

• Cronograma de estágio;
• Ficha de Apresentação do estagiário;
• Ficha de freqüência;
• Ficha de avaliação;

sábado, 29 de março de 2008

DIDATICA E OPROFESSOR

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO




Didática, Professor! Didática!

José Luiz de Paiva Bello
Vitória, 1993.




No processo ensino-aprendizagem, em qualquer contexto em que se esteja inserido, é necessário que se conheça as categorias que integram este processo como elementos fundamentais para um melhor aproveitamento da aprendizagem.
A pedagogia, enquanto ciência específica da educação, vem, cada vez mais, perdendo sua dimensão de ciência e sua importância nos procedimentos de sala de aula. Hoje, qualquer corrente da ciência propõe-se a emitir opiniões sobre questões específicas da prática pedagógica. No processo de facilitação da aquisição do conhecimento é básico o manejo adequado da forma e/ou dos procedimentos utilizados na transformação do saber. É necessário ter clareza sobre o contexto teórico do qual partimos, já que, no mundo moderno, os educadores, de uma forma geral, vêm brincando com o processo ensino-aprendizagem, usando técnicas de forma errada ou mal compreendidas. Assim, um professor de matemática, que teve toda sua formação voltada para a ciência matemática, coloca-se na posição de profundo conhecedor de técnicas de transmissão de conhecimentos, sem se preocupar com a verdadeira função de fazer com que os alunos aprendam. Citamos a matemática como exemplo, mas outros campos da ciência poderiam servir como modelo.
Pode ser que quem esteja lendo este texto há de dizer: " - Mas o professor de matemática, assim como os professores de todas as matérias, devem ter tido a matéria de Didática no seu curso de licenciatura." É verdade. Só que acreditamos que o curso ministrado a eles, é exercido por um professor de Didática que, ele mesmo, não se preocupa com ela na sala de aula, no momento de transmissão de conhecimentos. Para sustentar tal afirmação convocamos os alunos e ex-alunos da matéria de Didática para testemunharem sobre a qualidade da maioria destas aulas. E a realidade nos mostra que, para piorar a situação, normalmente são os piores professores. São aqueles que estão começando a lecionar. Como se a Didática fosse uma matéria menor. Ou seja, uma matéria para principiantes da profissão de professor na área de Educação.
Historicamente o professor, como detentor de um inegável poder, aprendeu a responsabilizar seus alunos pelo fracasso do processo de ensino/aprendizagem. Nesta condição, quando o aluno não aprende, a culpa é sempre do aluno, nunca do professor que é sábio e autoridade na matéria lecionada. Nós, educadores de uma forma geral, aceitamos a idéia de que a responsabilidade da aprendizagem da turma nunca é do professor. Se um grupo de alunos não obtém rendimento satisfatório é porque são relapsos e não estudaram o suficiente para serem aprovados. Existem casos em que a metade da turma é reprovada e isso é encarado com toda a naturalidade pela comunidade escolar. Quando muito, dizem que o professor que reprova muitos alunos é "durão". Alguns professores sentem-se, inclusive, orgulhosos desta condição.
Neste sentido, não é mais o professor que detém a responsabilidade profissional de fazer com que o aluno, objeto de seu trabalho, aprenda. Ao contrário, é o aluno que passa a ter a responsabilidade de aprender. Resumindo: se o aluno aprende, isto se deve, de fato, a competência do professor; se o aluno não aprende, o professor continua atestando sua competência, porque ele ensinou mas os alunos não aprenderam.
Isto perspassa pela consciência dos professores, de uma maneira geral. O espírito de corpo do professorado não permite sequer pensar de maneira diferente. Não conseguimos perceber nem mesmo que esta é nossa fundamental tarefa profissional. Ou seja, fazer com que os alunos aprendam. O trabalho do educador consiste em transmitir conhecimentos de maneira eficaz, assim como o médico tem por tarefa resolver o problema de saúde de seu cliente.
A profissão de educador, neste sentido, perde totalmente sua seriedade e responsabilidade profissional. O professor não se apercebe da responsabilidade pelo resultado de seu trabalho, enquanto em outras profissões ela é absoluta e não se pode pensar de maneira diferente. No caso da medicina, o médico não pode sequer admitir o erro de diagnóstico. O de tratamento, então, nem pensar. Na engenharia a dimensão da responsabilidade é a mesma. Já imaginaram um engenheiro projetar sem pensar nos resultados de seu trabalho? Lembrem do resultado de uma ação irresponsável de um engenheiro no caso dos edifícios Palace I e II, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. E assim é para o arquiteto, para o advogado, para o químico, para o farmacêutico, para o dentista, para o pintor de paredes, para o motorista do ônibus, para a empregada doméstica, para o datilógrafo, para o ..., mas não é para o professor. Para este, o sentimento predominante é uma espécie de aprendeu, aprendeu; não aprendeu... azar.
A educação talvez seja a única atividade profissional em que o trabalhador pode não se preocupar com a responsabilidade pelo resultado de seu trabalho. No caso da educação, isto é um problema a mais para o usuário (aluno!). Ou seja, os usuários (alunos) de uma técnica específica, exercida por profissionais (professores) que deveriam ter se preparado para executá-la, são exatamente os responsabilizados pelo fracasso dela. Enfatizamos apenas que, mesmo que isto não seja percebido pela maioria dos professores, a responsabilidade pedagógica é intrínseca a dinâmica da profissão.
Voltando ao exemplo da medicina, é como se o paciente, que morresse por um erro do médico, fosse o culpado pela sua própria morte; não colaborou com a técnica empregada pelo médico e, por pura pirraça, morreu. Na educação a "morte" se dá pela má formação recebida e a utilização equivocada das técnicas aprendidas. E no caso da educação a culpa da "morte" é sempre do paciente (aliás, esse termo paciente também deveria ser usado para os alunos, porque, na maioria das vezes ... haja paciência!).
Existe na profissão de educador uma espécie de preguiça profissional, em que não há interesse de se efetivar um esforço para se superar as reais dificuldades enfrentadas no processo educativo. Assim, as desculpas são inúmeras: a principal é de que os alunos não se interessam em aprender, por mais que os professores tentem; depois vem a questão salarial; a terrível filosofia do ganha pouco, produz pouco; a falta de investimento em materiais didáticos pela instituição costuma servir de desculpa também; tem ainda a justificativa da quantidade exagerada de alunos; a falta de dinheiro para comprar livros e fazer cursos de aperfeiçoamento; diretor autoritário que impõe regras inexeqüíveis; colegas que prepararam mal seus alunos nas turmas anteriores; etc.; etc. e etc..
É preciso que se estipulem pesquisas que tentem analisar o desempenho dos professores em sala de aula. Ou seja, esclarecer a eficácia do exercício profissional de uma determinada categoria. Trata-se de saber se o trabalho exercido pelos professores vem atingindo seu objetivo de provocar mudança no saber do aluno e se esse saber é utilizado na vida prática de cada um.
Li, não me lembro onde, uma fábula que dizia, mais ou menos, isso:
"Era uma vez uma tribo pré-histórica que se alimentava de carne de tigres de dentes de sabre. A educação nesta tribo baseava-se em ensinar a caçar tigres de dentes de sabre, porque disto dependia a sobrevivência de todos. Os mais velhos eram os responsáveis pela tarefa educativa. Passado algum tempo os tigres de dentes de sabre extinguiram-se. Criou-se um impasse: o apego à tradição dos mais velhos exigia que se continuasse a ensinar a caçar tigres de dentes de sabre; os mais jovens clamavam por uma reforma no ensino. O impasse perdurou por muito tempo. Mais precisamente até um dia que, por falta de alimento, a tribo extinguiu-se também(*)."

Esta fábula vem bem a calhar com o nosso processo de educação.


José Luiz de Paiva Bello